terça-feira, 17 de maio de 2016

Porque o SL Benfica não é só Futebol...

Somos Campeões Europeus e Bi-Campeões Nacionais de Hóquei em Patins! Inesquecível, assim de define o passado fim de semana, completo com o Tri-Campeonato Nacional conquistado pela gloriosa equipa de Futebol. Parabéns BENFICA!!!

Fique com a nossa análise de uma jornada onde o Museu Cosme Damião ficou mais recheado!


Sonho tornado realidade. O SL Benfica conquistou pela 2ª vez o título máximo europeu de clubes em Hóquei em Patins!!! Sensacional!

Depois do feito alcançado no Dragão Caixa na temporada 2012/2013, a fabulosa secção benfiquista de Hóquei em Patins voltou a sagrar-se Campeã da Europa, desta vez em casa! O nosso glorioso clube organizou de forma exemplar a "Final Four" da Liga Europeia da modalidade e o título europeu, aliado ao Bi-Campeonato Nacional assegurado em virtude do empate a seis bolas no confronto entre FC Porto e a AD Valongo, foi o corolário do trabalho feito. Isto é o BENFICA ECLÉTICO!

No Sábado, os comandados de Pedro Nunes eliminaram o poderoso Barcelona, e tal como aquando da 1ª conquista europeia, garantiram a passagem à Final nas grandes penalidades, com Pedro Henriques novamente a assumir papel de protagonista.

Com o Pavilhão Fidelidade cheio, foi um jogo de nervos e muita intensidade. Nos primeiros min o critério apertado dos árbitros italianos fizeram as equipas (mais o Benfica) acumular várias faltas rapidamente, chegando-se a temer um descalabro. Felizmente as coisas foram normalizando, e assistiu-se a uma primeira parte sem golos, com mérito total para Aitor Egurrola e Guillem Trabal. Os dois veteranos catalães deram um recital na baliza e foram defendendo com mestria as poucas ocasiões claras de golo criadas de parte a parte.

Após o intervalo, seria uma questão de tempo até as equipas atingirem a décima falta. Foi o Benfica o primeiro a cometer a infracção, e na conversão do livre directo, com mestria, Pablo Alvarez abriu a contagem. Min depois o Benfica teria o seu LD, que diga-se devia ter sido penalizado com um cartão azul pela atitude feia do jogador do Barcelona - empurrou Diogo Rafael de forma deliberada contra a nossa baliza. Na conversão, Carlos Nicolia não conseguiu ludibriar Egurrola. O Barcelona foi-se mantendo em vantagem, o tempo foi passando e o Benfica passou a arriscar tudo, e foi nessa fase, e perto dos 3 min finais que os encarnados tiveram uma grande penalidade a seu favor. Chamado à conversão, Marc Torra bateu o ex-colega de equipa e levou a Luz à loucura. Segundos volvidos, 15ª falta do Barcelona, mas Nicolia, agora a bater directo, não conseguiu desfeitear o guarda-redes contrário. A partida iria para prolongamento com golo de ouro, e com o Benfica com 14 faltas.

Foram precisos nervos de aço para não cometer nova falta que daria livre directo. O tempo extra foi jogado muito mais pela certa, e durante a primeira parte correu um murmúrio na bancada: o Valongo tinha empatado no último min no Dragão Caixa, fazendo assim do Benfica já o Bi-Campeão Nacional. O público suportou até ao intervalo do prolongamento, onde o pavilhão explodiu e os jogadores, primeiro a espanto, contidamente deram azo à sua alegria. Mais do que alegria, foi uma motivação adicional para os 5 últimos min, onde o Benfica aguentou sem fazer falta. Pedro Henriques foi aquecendo pois, tal como em 2013, seria chamado à acção nesta fase decisiva. O guardião encarnado parou 4 dos 5 penaltis contrários, alguns com elevado grau de dificuldade. Os catalães ex-Barcelona Jordi Adroher e Torra converteram o segundo e terceiro remates da série, quando Pedro travou o derradeiro remate catalão, o pavilhão foi ao rubro.

No Domingo, antes da conquista do 35º título nacional de Futebol, os homens que envergam o "Manto Sagrado" defrontaram no embate decisivo a outra formação lusa presente, a Oliveirense, que triunfou diante dos italianos do Forte dei Marmi por 3-2.

Sentia-se a tensão no ar, num duelo histórico para as duas equipas. Entrada morna no jogo, com o Benfica a ter mais ocasiões, mas Xavi Puígbi a responder bem. Contudo no melhor pano caiu a nódoa, e o guardião catalão esteve mal nos dois primeiros golos do Benfica, ambos da autoria de Diogo Rafael (que não acusou em nada o desgaste depois de uma exibição de encher o olho no Sábado), em remates de muito longe, o primeiro de bola corrida, o segundo de bola parada. Pelo meio, e foi tudo dentro dos mesmos 2 min, João Souto havia marcado para a UDO, numa excelente finalização de primeira. Nos min finais da primeira parte a Oliveirense foi superior, e teve a tranquilidade que não teve na segunda parte e que lhe custou esta derrota. Caio fez o 2-2 num lance muito consentido por Trabal, e antes do descanso Souto voltou a marcar à boca da baliza, o jovem português cotou-se como o melhor jogador dos visitantes.

Na segunda parte os encarnados foram à procura do prejuízo, e a meu ver, de entre vários houve três factores fundamentais para ajudar à reviravolta: o estrondoso apoio vindo das bancadas, a maior frescura física (fruto de uma rotação com mais e melhores opções que o adversário) e sobretudo maior estabilidade emocional. Os jogadores da UDO perderam a cabeça, alguns deles os jogadores mais experientes, talvez instigados pela postura incendiária do seu treinador. A UDO teve livre directo (10ª falta) para aumentar a contagem, aos 7 min da segunda parte. E Casanovas teve duas tentativas, rematando em ambas de primeira, mas Trabal travou nas duas ocasiões. E o melhor para o Benfica veio em seguida, magia de Nicolia na assistência para Adroher empatar a contenda. Quatro min volvidos, Ricardo Barreiros carregou Diogo Rafael, o árbitro mostrou cartão azul. Aqui Souto perdeu a cabeça no banco, e também levou azul. Ficava a Oliveirense com dois jogadores de pista somente. Na conversão do livre, Adroher atirou ao poste. No power-play o Benfica começou por ser precipitado, mas lá trabalhou um lance até Nicolia colocar o marcador em 4-3, devolvendo vantagem aos encarnados. A 7 min do fim, 10ª falta da UDO. No livre, Marc Torra atirou à trave. Algum azar para o Benfica nestas bolas paradas. Com o jogo a caminhar para o fim, e já dentro dos últimos 5 min, uma infantilidade de um jogador com a experiência de Caio sentenciou a partida. Protestou de forma exagerada uma falta (e bem se pode dizer que já tinha sido perdoado o cartão azul a este jogador pelas constantes simulações de falta sofrida), e deixou a equipa com menos um jogador. Em poucos segundos, o astro Nicolia assistiu Adroher que encostou para o golo, perante os loucos protestos de Tó Neves, alegando que o golo tinha sido com o corpo: quando se vê na repetição que o catalão até tem o corpo já atrás da baliza. Com 5-3 no marcador, ou melhor, 3-5 já que o Benfica jogou como "visitante" nesta Final (estava tudo a pensar no mesmo), os encarnados seguraram a vantagem, colocando gelo no jogo, perante a verdadeira loucura vivida nas bancadas. A 30 segundos do fim Pedro Nunes pediu ainda o seu desconto de tempo, para acalmar ânimos e soltar a festa na Luz. O Benfica sonhou, o Benfica lutou, o Benfica cumpriu e é novamente CAMPEÃO DA EUROPA! Parabéns rapazes!

Resultados das Meias Finais

SL BENFICA 3-2 (a.p.) Barcelona
Oliveirense 3-2 Forte dei Marmi

Resultado da Final

SL BENFICA 5-3 Oliveirense


Os Campeões Nacionais, no 1º Jogo dos Quartos de Final dos Playoffs de Futsal, foram até ao Casal Vistoso bater sem espinhas o SL. Olivais por 0-7.

Na curta deslocação que enfrentaram, os pupilos de Joel Rocha não defraudaram as expectativas e têm caminho aberto para as Meias Finais da competição, bastando uma vitória no próximo encontro, em casa, para selar o apuramento. Mas nada está decidido!

Conforme a marcha do marcador, uma vez que não houve transmissão televisiva, compreende-se que a goleada apenas foi construída no 2ª tempo. Até ao intervalo, apenas se tinha registado um golo, apontado por Alan Brandi. Logo no reatamento, Ré elevou o "score" para 0-2. Gonçalo Alves ampliou a vantagem e a equipa adversária arriscou no "5 para 4", faltando ainda bem mais de 10 min para o apito final. Consequência disso, Juanjo fez o 0-4. Fábio Cecílio, Alessandro Patias e Ré novamente, por esta ordem, foram os restantes marcadores.

Resultados Finais do Jogo 1 dos Quartos de Final dos Playoffs

SL. Olivais 0-7 SL BENFICA
Fundão 4-2 Sp. Braga
Belenenses 0-9 Sporting
Módicus 3-1 Burinhosa


Complicar o que deveria ser simples. Tudo adiado, após duplo compromisso em Oliveira de Azeméis, e "negra" vai decidir quem passa à Final dos Playoffs de Basquetebol.

Na tarde de Sábado, o Tetra-Campeão  Nacional derrotou confortavelmente a Oliveirense por 59-89 no terceiro encontro da série.

As águias entraram a todo o gás na partida, conforme espelhava o marcador no final do 1º Período (14-28), contudo no parcial seguinte os papéis inverteram-se, perante a ineficácia atacante revelada e turnovers cometidos pelos homens liderados por Carlos Lisboa, e a equipa caseira encurtou distâncias (36-40 ao intervalo). Na segunda parte, embalados pela prestação ofensiva de Jeremiah Wilson, considerado MVP do desafio, com 25 pontos, 9 ressaltos, 2 assistências e uma valorização de 36.5, as águias assumiram definitivamente o domínio das operações e voltaram a dilatar a diferença no 'placar' para a "casa" das dezenas, e o adversário deixou de discutir o resultado até final, o que ajuda a justificar os números expressivos registados após o término do duelo.

Já no Domingo, a equipa da casa forçou a "negra" ao suplantar tangencialmente o Benfica por 76-74 na quarta partida da disputada e imprevisível Semi Final.

A formação da casa precisava obrigatoriamente de vencer para se manter na luta por um lugar na Final e, sem surpresa, apareceu na quadra bastante concentrada nas suas acções e disposta a potenciar a irregularidade exibicional tantas vezes demonstrada pelas águias na presente época. E assim aconteceu. Ao intervalo, a Oliveirense vencia justamente por 44-40.

No terceiro período, as águias melhoraram no capítulo defensivo, consentido apenas 8 pontos, e consumaram a reviravolta, com Daequan Cook, autor de 29 pontos, a mostrar serviço. Na entrada para os derradeiros 10 min, o Benfica comandava a marcha do marcador, 52-58. Mas a incerteza quanto ao vencedor manteve-se até ao apito final, pese embora a dado momento do último parcial tudo apontasse para o êxito benfiquista (54-63). A equipa da casa puxou dos galões e efectuou uma excelente recuperação, também por via do tiro exterior. Já nos instantes finais, a Oliveirense retomou a dianteira do 'score' e com frieza segurou a crucial vitória. O Benfica mantém-se oscilante e pouco colectivo no seu jogo. Muita preocupação para o que aí vem...

Resultados Finais do Jogo 3 dos 1/2 de Final dos Playoffs

Oliveirense 59-89 SL BENFICA (1-2)
Ovarense 73-81 FC Porto (0-3)

Resultado Final do Jogo 4 dos 1/2 de Final dos Playoffs

Oliveirense 76-74 SL BENFICA (2-2)


A glória europeia está bem mais distante. No Pavilhão Nº 2 da Luz, a equipa principal de Andebol do SL Benfica saiu derrotada de forma clara por 22-28 frente ao ABC, na primeira Mão da Final da Taça Challenge

Face à comprometedora desvantagem de seis golos, as esperanças numa reviravolta no embate de Braga são diminutas, mas há que lutar enquanto for possível pelo sonho. 

Pese embora o equilíbrio de forças na fase inicial da partida, as águias jamais se encontraram nesta partida e o ABC, mesmo algo desfalcado, esteve sempre na frente do marcador. O guardião contrário revelou-se peça fundamental, no entanto a formação benfiquista desperdiçou de forma gritante diversos ataques. A equipa minhota demonstrou uma enorme espírito de solidariedade/consistência e durante os 60 min nunca perdeu o discernimento, ao invés do Benfica. Um dos factores-chave esteve na prestação horrível dos nossos pontas, e o ABC, inteligente, soube condicionar a organização ofensiva encarnada e provocar vários lances em que os pontas do Benfica eram solicitados mas acabavam sempre por falhar na cara do guarda-redes bracarense...

Sem contestação, ao intervalo os rapazes oriundos da "Cidade dos Arcebispos" ganhavam por 10-13. Na 2ª parte, as águias ainda chegaram a reduzir para 13-15, tiveram oportunidades para se aproximarem ainda mais no marcador mas vacilaram nos momentos capitais. Emocionalmente o colectivo às ordens de Mariano Ortega de forma gradual começou a quebrar, resultando em vários erros que permitiram ao ABC, que se dá bem com o jogo rápido, aumentar a velocidade do processo ofensivo e num ápice fugir no "placar".

Resultado Final da 1ª Mão da Final

SL BENFICA 22-28 ABC


Para consulta de tudo sobre a época 2015/2016 das modalidades, pode ver aqui:


Porque o SL Benfica não é só Futebol...

SPORT LISBOA E BENFICA!!! 1904!!!


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