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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A culpa não pode morrer (sempre) solteira!

O compromisso total com o Glorioso é fundamental para qualquer atleta envergar o Manto Sagrado. Quando tal não acontece, a porta da saída é a serventia da casa. Só faz falta quem quer cá estar! 

Comecemos por Carlos Carneiro. Após oito anos de águia ao peito, o central termina o seu ciclo ao serviço do SL Benfica. Chegou à Luz e cedo mostrou porque era, na altura, o melhor jogador português. Foi Campeão com Donner, levando a equipa "às suas costas". Depois ajudou a "empurrar" para fora do Benfica o melhor treinador de sempre a trabalhar em Portugal e iniciou o caminho penoso que esta modalidade tem enfrentado no clube. Gozou de demasiado poder dentro da estrutura da secção. Não obstante ter demonstrado profissionalismo, empenho e ambição, a sua atitude dentro do campo era cada vez mais individualista e não fazia a diferença que se exigia. 
O seu futuro passa pelo outro lado da segunda circular. Chegou a mandar mensagens para as claques encarnadas a dizer que era insultado, cuspido e maltratado pelos adeptos do Sporting e, como tal, pedia que marcássemos presença nos jogos para o ajudarmos - a ele e aos companheiros - a enfrentar todo o sofrimento que viviam nos derbies. Dizia que os leões mereciam o seu ódio. Revelou-se um homem sem carácter e personalidade. Adeus! 

A transferência mais badalada do mercado de Andebol foi a mudança de António Areia do SL Benfica para o FC Porto. Aquele que foi um dos melhores jogadores na época passada mostrou que não tem carácter para vestir o Manto Sagrado. Renovou o seu contrato com o Benfica até 30 de Junho de 2015, com mais um ano de opção (até Junho de 2016). Este energúmeno rubricou aquele acordo com o Glorioso de livre e espontânea vontade e até ficou patente, nesse momento, que veria o seu vencimento aumentado, caso o clube exercesse a opção. 
Em Junho, o Glorioso exerceu a opção e o mercenário contestou-a, afirmando que se considerava um jogador livre. Inclusive, o clube já lhe pagou o mês de Julho correspondente ao primeiro mês da época 2015/2016. Deve ter servido para uma ida ao cabeleireiro. Enfim...
Jogou 7 anos no SL Benfica e não se apresentou aos trabalhos de início de época 2015/2016, não tendo sequer coragem de dar uma justificação ao clube. Cobarde! Serão os tribunais a resolver esta questão. 
Quem era o Areia antes do Benfica? Um projecto de andebolista! Em 2013 era suplente do David Tavares. Jogador com quem o clube não renovou para dar oportunidade ao talento vindo da formação. Resultado? O mercenário cuspiu no prato onde comeu.  

O lateral direito Cláudio Pedroso é o espelho da mediocridade desta secção. Uma eterna promessa falhada. Chegava à hora da decisão e nunca mostrava todo o potencial que lhe era apontado. Um atleta amorfo, sem capacidade de luta, sem garra, à imagem do que foi o Andebol benfiquista durante alguns anos. Uma vergonha! Um profissional muito fraco! Estou aliviado por saber que vais estar longe do Benfica (emprestado ao Madeira SAD). 

Fiquei contente quando Dario Andrade assinou pelo SL Benfica. Considerava-o o melhor ponta esquerdo português. Acreditava que iria constituir uma mais-valia para o nosso colectivo. Fez uma primeira temporada de bom nível, mas foi caindo de produção e a sua saída é natural. Nas últimas épocas sempre me pareceu um andebolista que não mostrava grande ambição e que estava na Luz quase por obrigação. Completamente alheado do clube!
Embora ainda não exista acordo para a rescisão do contrato está fora das nossas contas. Ainda bem!

Por fim, senti alguma tristeza quando soube que o pivot José Costa não iria continuar no Glorioso. Era um jogador que fazia a diferença. Grande qualidade técnica, fisicamente muito forte e que fazia muitos golos. Porém, em sentido contrário, notabilizava-se por contestar muito as decisões arbitrais, prejudicar a equipa com exclusões desnecessárias em momentos importantes, colocando, assim, em causa o trabalho colectivo. Sinceramente, quando o vi, no Jamor, envergando a camisola do Sp. Braga na final da Taça de Futebol, percebi que estava na hora da despedida do SL Benfica. 





terça-feira, 21 de julho de 2015

O que tem de ser, tem muita força...

O trio de norte-americanos formado por Jobey Thomas, Seth Doliboa e Ronald Slay não irá continuar de águia ao peito na próxima época. Também o internacional português Fábio Lima está de saída do SL Benfica. 

Obrigado! É aquilo que tenho a dizer ao melhor jogador estrangeiro que eu vi a envergar o Manto Sagrado no Basquetebol. Jobey Thomas decidiu terminar a sua carreira com a conquista do Tetra-Campeonato. A sua despedida foi à sua imagem, sendo o melhor em campo. 
Um atirador fabuloso, dono de enorme classe e inteligência em todas as situações de jogo, este craque vai deixar muita saudade no universo encarnado. Mas aquilo que mais apreciava nele era o seu carácter, a competitividade que demonstrava em campo e a postura em cada jogo e treino. Um senhor! 
O maior elogio que lhe posso fazer é que tenho muita pena dos Benfiquistas que não o viram jogar ao vivo. Nem sabem o que perderam!

Quanto ao extremo poste Seth Doliboa, também deixou a sua marca no Basquetebol benfiquista. Isto depois de uma primeira passagem de enorme sucesso na Luz, onde demonstrou uma qualidade muito acima da média e que lhe valeu, aliás, uma ida para a Alemanha. 
Voltou com alguns problemas físicos que o impediram de se apresentar ao nível que havia exibido anteriormente. Ainda assim foi sempre um elemento muito importante para o sucesso.
Como costumava dizer quando o via actuar, o Doliboa quando joga mal é o segundo melhor em campo. Sem darmos muito por isso, observando atentamente a estatística de cada jogo percebemos que este norte-americano não sabe jogar mal. 
Foram 5 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 3 Taças Hugo dos Santos, 4 Troféus António Pratas e 3 Supertaças Nacionais. Um currículo que fala por si. 

Ronald Slay chegou ao SL Benfica em 2014/2015 para ajudar o clube a continuar a ser hegemónico no Basquetebol. E conseguiu! Um atleta muito experiente (34 anos) que apenas se focava no processo ofensivo. Defender não era com ele! Dotado de várias soluções no ataque ao cesto contribuiu de forma decisiva para as conquistas dos encarnados. 
A sua alegria contagiante dentro das quatro linhas e a forma como resolvia "facilmente" as jogadas bem complicadas eram "imagens de marca" deste basquetebolista. 

Quem nunca mostrou o seu real valor foi Fábio Lima. Ingressou no Campeão Nacional a meio da última temporada e quando teve oportunidades para se exibir, não esteve à altura do seu estatuto de internacional português e não foi feliz no Pavilhão Fidelidade. Não é um marcador de pontos mas antes um bom defensor e ajuda bastante na luta das tabelas. Porém sempre pareceu algo afastado do processo de jogo da equipa quando entrava em jogo. Que seja feliz no regresso à Madeira.


Muito Obrigado, Campeões! Fizeram parte da História da secção. Boa sorte para o futuro. 



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Motivos diferentes...o mesmo desfecho!

Seis voleibolistas que fizeram parte da melhor época da história da secção estão de saída do SL Benfica. Tal desfecho deve-se a razões diferentes, as quais passarei a explicar de seguida. 

Ricardo Perini, Vinhedo e Honoré fizeram-nos pagar "o preço do sucesso", tendo grandes clubes da modalidade a fazer excelente propostas pelos seus préstimos. Era impossível segurá-los. A fantástica campanha europeia dos encarnados na última Taça Challenge despertou o interesse sobre os nossos jogadores. 
São três jogadores que fazem parte da nossa história. Vinhedo foi o melhor distribuidor que vi de "águia ao peito". Faz magia com a bola nas mãos. Soberbo! 
De Perini irei sentir muita saudade daquela humildade digna de uma grande Campeão. A sua qualidade como passador é inegável mas o seu carácter é "à Benfica"! 
Quanto a Honoré, o melhor elogio que lhe posso prestar assenta nesta pergunta: como foi possível aguentarmos este central durante quatro épocas? Fabulosa a sua capacidade de remate e bloco. Muito sóbrio, mas muito eficaz. Decisivo para todas as nossas conquistas. 
"Nunca vou esquecer o que vivi no SL Benfica", "Eu volto nem que seja para ir para a bancada sofrer" e "Levo o Benfica comigo" foram frases ditas por este trio de craques que nos levou à Glória! 

Após uma primeira passagem pela Luz sem sucesso, o internacional português Flávio Cruz voltou e redimiu-se, demonstrando toda a sua qualidade em prol do colectivo. Um atacante com uma recepção eficaz, uma grande capacidade de remate e um serviço agressivo. Contudo, quem está no nosso clube tem que ser profissional e, como tal, só pensar em jogar. Não era o caso de Flávio. O Benfica decidiu - e bem - que ele devia optar, de uma vez por todas, entre a tentativa de conciliar a vida familiar e a vida profissional paralela (fisioterapeuta) e a alternativa de ser profissional a tempo inteiro no Benfica. O jogador optou pela primeira hipótese e irá seguir a sua carreira a Norte do país, junto da sua mulher, exercendo aquela profissão. 

Quanto a Kibinho e a Magalhães, o motivo da despedida prende-se com o seu rendimento desportivo. O central foi a terceira solução para o seu lugar na quadra e a sua produção esteve longe daquilo que era esperado. No que diz respeito ao líbero, a sua temporada ficou marcada por lesões e o seu contributo para o colectivo não justificava a renovação do contrato. 


Muito Obrigado, Campeões! Fizeram parte da melhor época da nossa História. Boa sorte para o vosso futuro. 




segunda-feira, 6 de julho de 2015

Saídas inevitáveis...

O SL Benfica confirmou a saída de quatro atletas que fizeram parte do plantel campeão nacional de Futsal. Vítor Hugo, Mancuso, Pablito e Xande não vão continuar de águia ao peito em 2015/2016. 

Estes futsalistas foram dos menos utilizados por Joel Rocha ao longo da temporada, sendo que o ala Vitor Hugo já não compete há cerca de 2 anos, após ter contraído uma lesão muito grave. Os encarnados ajudaram-no muito na sua recuperação. Um exemplo! Penso que dificilmente conseguirá competir ao mais alto nível.

Face à nova regra nos termos da qual só podem estar inscritos cinco jogadores estrangeiros (não formados localmente) na ficha de encontros de competições domésticas, o espanhol Pablo del Moral e os brasileiros Xande e Mancuso tiveram que procurar outro destino para dar continuidade às suas carreiras. Pablito nunca confirmou as expectativas geradas quando chegou à Luz. Também se debateu com vários problemas físicos. 
Quanto ao duo canarinho, chegou a meio da última época, mas não se conseguiu afirmar no plantel encarnado. Muito embora revelassem limitações, estes dois jogadores mostraram a sua utilidade em alguns momentos na época e nunca deixaram de se entregar ao máximo pelo Manto Sagrado. 


Obrigado, Campeões! Boa sorte para o vosso futuro. 



terça-feira, 30 de junho de 2015

Erros de scouting e um obrigado...

O trio de espanhóis formado por Asier Antonio, Albert Puyol e Vicente Álamo deixou de pertencer aos quadros da equipa de Andebol do SL Benfica. Não deixam saudades!

Tendo chegado à Luz em Janeiro da época transacta, o pivot Asier António nunca mostrou qualidade para jogar no Glorioso. Esperava-se que fosse uma mais-valia do ponto de vista defensivo, mas cedo se percebeu que não correspondia às expectativas geradas em seu torno. Um claro erro de casting! Uma desilusão!


Por seu turno, o lateral-esquerdo Albert Puyol veio para a Luz no início da temporada 2014/2015. Rotulado como um bom defensor, logo nos primeiros meses de águia ao peito contraiu uma lesão muito grave (ligamento cruzado do joelho esquerdo) e não realizou mais nenhuma partida ao serviço dos encarnados. Teve muito azar, não conseguiu mostrar o seu valor. Uma aposta falhada de Mariano Ortega. Boa sorte na tua carreira profissional!

Em 2012, Vicente Álamo foi contratado para fazer a diferença na baliza encarnada. Exibiu uma fantástica capacidade na defesa das nossas redes logo no seu primeiro ano a envergar o Manto Sagrado. Dono de uma elasticidade enorme revelou-se uma clara mais-valia. Extraordinário! Perto dos 40 anos, foi assolado por lesões, uma atrás da outra, que o impediram de dar o seu contributo em prol da concretização dos objectivos traçados pelo SL Benfica. Como tal foi obrigado a pôr termo a um belo percurso nesta modalidade. Obrigado por tudo! Felicidades! 




quarta-feira, 24 de junho de 2015

Um Campeão de saída pela porta pequena...

Seguindo as pisadas do seu compatriota Carlos López, o defesa/médio Tuco deixou o SL Benfica com a conquista da "Dobradinha" no final da época 2014/2015. 

Foste um ingrato. Não deste valor ao que o Glorioso fez por ti, a nível desportivo e financeiro, ao longo dos últimos cinco anos. Tinhas uma boa proposta de renovação e decidiste ir para o nosso rival da segunda circular. Foi a tua escolha. Acredito que te possas vir a arrepender. 

Quando chegou à Luz, em 2010, havia muitas desconfianças sobre a capacidade desta hoquista. No entanto, ele provou que merecia cá estar, trazendo uma enorme consistência e solidez defensivas. Surpreendeu-me pela positiva. Acaba por sair com 11 troféus de águia ao peito (Liga Europeia, Taça CERS, 2 Taças Continentais, Taça Intercontinental, 2 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal e 2 Supertaças).

Sinceramente, ao longo da última época, nunca mostrou aquilo que esperava que viesse a exibir. Cometeu erros graves que nos custaram caro. Não me esqueço da grande exibição no Clássico que decidiu o título. Ainda assim, já tinha deixado de ser uma mais-valia. 

Obrigado pela tua entrega e dedicação com o Manto Sagrado. 


terça-feira, 23 de junho de 2015

Carlos López, um Génio Eterno!

O avançado Carlos Lopez está de saída da equipa de Hóquei em Patins do SL Benfica. Este internacional argentino terminou contrato com os encarnados e, aos 38 anos, irá continuar em Portugal para reforçar a Oliveirense. 

No final da época 2013/2014, o hoquista tinha asseverado aos responsáveis do Glorioso que a temporada seguinte seria a última da sua carreira. O clube rapidamente encontrou uma solução desportiva de grande valor para colmatar esta perda futura. Todavia, já em 2014/2015, Carlos Lopez voltou atrás na sua decisão e informou o Benfica que queria prolongar o seu contrato. Já era tarde e não fazia sentido nenhum renovar o vínculo. 

Cumpriu quatro anos de águia ao peito, ao longo dos quais conquistou todos os troféus em discussão em Portugal, para além, claro, do título europeu, ganho em pleno Dragão Caixa. O seu currículo fala por si. No total da carreira são 38 títulos em 20 anos. Impressionante!

Custa sempre ver partir um génio como este. Um hoquista que sentiu o Manto Sagrado, um craque de classe mundial. Com todo o seu esforço, dedicação, experiência e muita magia conquistou um lugar na história do Benfica e da modalidade. Um ídolo! 

Quando te vi fazeres a vénia para nós, na festa da Dobradinha, arrepiei-me e soltei umas lágrimas de muito respeito por Ti. 

Muito Obrigado por teres ajudado muito a reerguer o nosso Hóquei. Imortal!


domingo, 21 de junho de 2015

Reencontro entre o Futsal e o SL Benfica...

Superioridade absoluta liderada por Joel Rocha. Eis o resumo de uma época gloriosa no Futsal. Erguemos o sétimo título da nossa história, além da conquista da Taça de Portugal. Uma temporada perfeita no regresso da secção ao topo da modalidade.

O SL Benfica partia para esta temporada tendo visto o seu velho e eterno rival, o Sporting CP, a festejar nos dois últimos anos. Pairando um clima de desconfiança e dúvida sobre o novo técnico e plantel, os encarnados iniciaram o Campeonato com um triunfo muito suado na deslocação à Beira Baixa frente à "ovelha negra" da época passada, a AD Fundão. 
Entretanto somámos três vitórias consecutivas e na quarta ronda surgiu o primeiro percalço, com um empate caseiro diante do Sandro, perdão, do Módicus. Perdemos os primeiros pontos numa grande exibição da nossa equipa. Logo aí começámos a demonstrar toda a valia de um colectivo muito forte e difícil de superar. 
A partir desse momento, sucesso após sucesso, percebemos que, de facto, íamos lutar pelo título. Batemos o Sporting, em Odivelas, superámos com grande categoria um SC Braga/AAUM capaz, na Luz. Chegámos ao final da primeira volta na frente da pauta classificativa, com uma boa vantagem sobre os principais adversários. 
Entrámos em modo "rolo compressor" e fomos superando os opositores com goleada atrás de goleada e exibições de encher o olho. Em Gaia, contra o Módicus, acabaram-se as dúvidas: tínhamos um grande treinador ao comando do leme benfiquista. A forma solidária como todos os jogadores se entregavam ao jogo só podia ser fruto de muito trabalho no campo e a nível motivacional. 
Até ao final da primeira fase, fomos a primeira equipa a vencer na deslocação até ao Minho (Braga), e um empate caseiro diante do Sporting deu-nos praticamente a garantia da conquista do primeiro lugar antes dos Playoffs. A "vantagem casa" era nossa. O que podia não querer dizer muito, atendendo aos anos anteriores. 
Foram 23 vitórias e somente 3 empates numa fase regular invicta e a deixar água na boca para os momentos decisivos. 
Concluída a Fase Regular, o primeiro adversário nos playoffs era o Leões de Porto Salvo. Uma equipa sempre complicada de enfrentar. Ainda assim, os rapazes comandados por Joel Rocha aplicaram duas goleadas e carimbaram a passagem à fase seguinte. 
Na meia-final surgiu a Associação Desportiva do Fundão. O clube que nos tinha tirado uma Taça e eliminado nesta fase na época transacta. Todavia, nesta época, tudo era diferente. Com muito sofrimento, vencemos na Beira Baixa, após prolongamento, e confirmamos a conquista do tão ansiado lugar na final com nova goleada na Luz (4-0). 
Chegava o eterno derby na decisão do título nacional. O até então melhor colectivo da temporada diante do emblema que tinha dominado as últimas épocas desta modalidade. No jogo 1, diante dos seus adeptos, o SL Benfica exibiu toda a sua capacidade e foi muito mais forte que o seu rival. Ganhou por "apenas" 2-1, mas a diferença de qualidade foi bem maior do que aquela que o resultado aparentemente espelha. Na segunda partida, chegou a primeira e única derrota das águias. Após prolongamento, o Sporting acabou por vencer, aproveitando os erros individuais dos encarnados num jogo impróprio para cardíacos. Nada estava ganho após o primeiro encontro, mas também nada estava perdido depois do segundo embate. Tudo em aberto para Odivelas. 
Com Juanjo e Bebé de fora por expulsão, o jovem sub-20 Cristiano Marques assumiu a baliza dos encarnados. Quando toda a gente pensava que iríamos sofrer bastante, o grupo mostrou mais uma vez a força e a identidade deste colectivo e superou todas as dificuldades, batendo o Sporting por três bolas a uma, de forma incontestável. Que fantástica demonstração do espírito colectivo!
A uma vitória do título, o Benfica viu o Sporting chegar aos 2-0 na quarta partida. Tudo se encaminhava para a disputa da "negra". Porém, mais uma vez, os encarnados mostraram porque foram a melhor equipa ao longo de toda a época. Empataram o desafio e levaram a decisão para as grande penalidades. Aí fomos mentalmente mais fortes e fizemos uma festa tão bonita quanto justa. Brilhante! 

Naquele que considero ser o momento da temporada, ainda antes da luta pelo título, os encarnados conquistaram a Taça de Portugal. Logo nos 1/16 de final, tínhamos uma deslocação de grande dificuldade a Braga. Com uma enorme consistência defensiva e um pragmatismo na hora de atacar a baliza contrária triunfamos por 4-1 e qualificámo-nos para a fase seguinte da prova. Seguiram-se adversários de menor qualidade (Amarense e Fátima), os quais ultrapassámos com maior ou menor dificuldade para chegar à final four da competição. 
Uma final antecipada surgia no nosso caminho. Num jogo muito táctico, onde conseguimos ser mais eficazes, derrotámos o Sporting e assegurámos um lugar na final da Taça. Pela frente, a AD Fundão. Com uma exibição muito personalizada, sem dar grandes chances ao adversário, voltámos à conquista de troféus e mostrámos que estávamos de volta aos principais momentos da modalidade. 

Não sendo injusto para jogadores ou staff directivo, o sucesso desta secção na época 2014/15 tem um nome: Joel Rocha. Que grande treinador! 
A cada treino que assisti, no final de cada jogo, nas conferências de imprensa, no modo como o colectivo funcionava fui percebendo que tínhamos feito a escolha certa. A sua capacidade de liderança/motivação e a exigência em todos os momentos são "à BENFICA"! O espírito de grupo, a forma solidária como cada atleta defendia na quadra, a evolução dos jogadores a todos níveis só podiam ter um fundamento: Joel Rocha. Fabuloso!

Na baliza, Juanjo transmitiu uma segurança como nunca tinha visto. É o melhor guarda-redes que passou em Portugal e um dos melhores do Mundo. Bebé continua muito irregular, mas para segunda opção vai chegando. Cristiano acabou por ser importante na conquista do grande objectivo da temporada. 
O capitão Gonçalo Alves pareceu um homem novo ao longo do ano. Liderou o balneário e foi dando o exemplo aos mais novos. Uma lesão grave impediu a afirmação do espanhol Pablito. Jefferson e Mancuso? Dois casos flagrantes do dedo de Joel Rocha. Perceberam muito bem o que lhes era pedido e executaram de forma perfeita em determinados momentos da época para ajudar o colectivo.
Como motor da equipa tivemos Chaguinha. O jogador mais completo do Campeonato. Os alas Rafael Henmi e Ré, com o seu virtuosismo e velocidade, foram elementos muito importantes na fase decisiva para todo este sucesso. Bruno Coelho? A personificação de um grande benfiquista dentro da quadra. A raça, o querer e ambição estão naquele corpo. BENFICA! Bruno Pinto e Xande foram ajudando em vários momentos durante a época. Vítor Hugo continuou a enfrentar um longo calvário e dificilmente voltará a ser o que era no futsal. 
Na posição de pivot, dois jogadores tão diferentes mas igualmente fundamentais. Patias, o homem golo. O matador. O senhor bolas paradas. Alan Brandi, dono de uma qualidade técnica bem acima da média, foi muitas vezes decisivo perto das balizas contrárias, quer a marcar, quer a assistir os colegas. 

     Este Colectivo valeu muito mais que a soma das partes e isso deve-se a Joel Rocha!


sábado, 20 de junho de 2015

Pleno de vitórias no "adeus" de dois Imortais (Jobey & Seth)!

Nova época, o mesmo sucesso. Vencemos todas as competições nacionais em 2014/2015, conquistámos o quarto campeonato seguido e levantámos os nove últimos troféus disputados em Portugal. A hegemonia no Basquetebol é Nossa!

Em Outubro tivemos dois grandes objectivos para cumprir. 
Em primeiro lugar, o Troféu António Pratas. Na fase de grupos ultrapassámos, com naturalidade, as formações do Algés e Galitos Barreiro, alcançando assim a fase final da competição. Na meia-final enfrentámos a histórica Ovarense. Fomos muito eficazes do ponto de vista defensivo e chegámos à decisão do troféu, onde encontrámos o BC Barcelos. Diante de um adversário muito aguerrido, com um cinco inicial forte e muito bem orientado, os encarnados estiveram muito inspirados no lançamento e asseguraram a primeira conquista da temporada. 
Volvida uma semana, seguia-se a luta pela Supertaça frente ao Galitos Barreiro. Provámos em campo todo o favoritismo que nos era atribuído e batemos este adversário com uma grande exibição de Carlos Andrade. Uma exibição q.b. valeu para somarmos o segundo troféu da época. 

Viradas as atenções para o Campeonato Nacional, iniciámos mal a fase regular com uma derrota surpreendente no Barreiro. Contudo, soubemos reagir e acabámos na liderança com 20 vitórias e somente dois desaires. Conseguimos a "vantagem casa" para os Playoffs. 
A Oliveirense foi o primeiro opositor na luta pelo Tetra. Em três partidas não demos qualquer hipótese ao adversário e seguimos para a fase seguinte dos Playoffs. 
Surgia então a Ovarense no nosso caminho em direcção à final. Perdemos no jogo 1 disputado na Luz e as contas complicaram-se. Perdemos ali o "factor casa". Merecemos a derrota, pois cometemos demasiados erros infantis e não soubemos ganhar aquele jogo. No jogo 2, cumprimos a nossa obrigação e levamos a série empatada para Ovar. 
Em território vareiro tínhamos de vencer pelo menos uma partida para não ficarmos de fora da luta pelo Campeonato. Com muito sofrimento - é nestes momentos que se vêem os Campeões! -  e um Jobey Thomas a aparecer na hora certa, acabámos por triunfar no jogo 3, o que trouxe maior tranquilidade ao colectivo nesta eliminatória. Porém, no dia seguinte, novo encontro pela frente e mais uma vez não soubemos garantir o desfecho da contenda a nosso favor, tendo a Ovarense aproveitado esse facto para levar esta meia-final para a "negra", a disputar no Pavilhão Fidelidade. 
No jogo 5, o SL Benfica mostrou finalmente todo o seu valor e fez espelhar no marcador as reais diferenças entre os dois emblemas. O resultado final 100-67 levou as águias, pelo segundo ano consecutivo, a enfrentar o Vitória SC de Guimarães na luta pelo ceptro nacional. Estariam frente-a-frente as duas melhores equipas portuguesas da actualidade. 
Os encarnados eram favoritos, mas na cidade-berço morava um conjunto que queria acabar com a hegemonia benfiquista na modalidade. Ainda assim, o SL Benfica foi mais forte nos momentos decisivos em cada um dos três jogos. A maior qualidade dos nossos jogadores, a sua experiência e a extensão do plantel encarnado fizeram toda a diferença. 
Estou de acordo com o entendimento de acordo com o qual cumprimos a nossa obrigação, tendo em conta a grande diferença de qualidade existente entre a nossa equipa e as demais. Mas o que é certo, é que não falhamos. Trata-se de um colectivo de Campeões! 

As quatros melhores equipas da primeira volta disputaram, em Oliveira do Hospital, a Taça Hugo dos Santos (Taça da Liga desta modalidade). Defrontámos e vencemos, com alguma facilidade, a Oliveirense na meia-final desta prova. Na decisão deste troféu encontrámos o V. Guimarães. Nesse momento, um Benfica mais forte nos momentos finais do jogo conseguiu derrotar um adversário que deu muito valor à nossa vitória. 

Na prova-rainha da modalidade, a Taça de Portugal, as formações do Maia Basket e do Barreirense foram presas fáceis no caminho para a Final 8 desta competição disputada na cidade de Fafe. 
Com uma actuação q.b. superámos um Algés muito combativo. Esperáva-nos, então, uma final antecipada e jogada praticamente fora de casa perante o Vitória de Guimarães. Uma grande exibição defensiva dos encarnados acabou por ser fundamental para garantir um lugar na decisão da competição. 
Na final enfrentámos um BC Barcelos que fez daquela partida o jogo da sua vida. Estivemos muito perto de perder o encontro, mas um enorme Jobey Thomas deu-nos a Taça em cima da buzina, após dois prolongamentos. Um hino à modalidade! 

Esta época marcou o regresso às competições europeias dos encarnados. Na EuroChallenge ficámos pela fase de grupos, onde perdemos para o vencedor final da prova e uma formação belga de bom valor. Ainda assim ficou a sensação de que podíamos ter feito mais, pelo menos perante esta última equipa. De todo o modo, considero que valeu a pena propiciar esta experiência europeia aos nossos atletas, pois tiveram a oportunidade de enfrentar adversários com um nível bastante superior àquele que encontram nas formações do nosso país. Espero que tenha contribuído para um bom processo de aprendizagem, capaz de permitir um regresso mais forte à competição dos encarnados.

Contra factos, não há argumentos. Sobre o técnico, Carlos Lisboa, só posso dizer bem, pois venceu tudo aquilo que era para ganhar. A melhor temporada da história do clube. Tem o melhor conjunto de jogadores, mas granjeou muito mérito na forma como conseguiu construir mais um grupo de vencedores. 

A conquista do Tetra fica marcada pela despedida do melhor jogador estrangeiro que vi actuar nos pavilhões portugueses, o norte-americano Jobey Thomas. Um fora de série, a todos os níveis. Um lançador de "outro mundo", um enorme defensor, um fantástico profissional. Um carácter e personalidade fora do comum em jogadores norte-americanos. Vou ter muitas saudades. Saiu como Campeão! É assim que tem de acontecer com Imortais como este. Muito Obrigado, Jobey!
Também Seth Doliboa se despede de águia ao peito. Dono de um currículo invejável, revelou-se fundamental para todas as vitórias. Na segunda passagem pela Luz, nunca atingiu o nível estratosférico do primeiro ano de Manto Sagrado. Porém, em pequenos grandes pormenores estatísticos, percebe-se que este norte americano quando joga mal acaba por ser o segundo melhor em campo. Está na História do Glorioso! Obrigado, Seth!
Não esqueço a inteligência de Mário Fernandes, a capacidade de tiro de Tomás Barroso e a "carraça" Diogo Gameiro. Infelizmente, esta foi uma temporada azarada para o Capitão Diogo Carreira, o qual, por certo, voltará mais forte e pronto para aparecer nos grandes momentos. A seu lado, no posto médico, teve um Carlos Ferreirinho perseguido pelas lesões que o deixaram de fora quase todo o ano. 
E o que dizer de Carlos Andrade, MVP dos Playoffs? Que Monstro! Quando era preciso lá estava ele a defender como nunca, a ganhar ressaltos, a contribuir com pontos nos momentos decisivos. Brutal! João Soares chegou, viu, mas não venceu. Ficou aquém das expectativas que gerou na primeira fase do Campeonato. Espero que evolua e mostre porque é um dos melhores portugueses da sua geração. 
Nas zonas próximas do cesto podemos sempre contar com Fred Gentry. Um pêndulo! É como o vinho do Porto, quanto mais velho, melhor. Fez uma época de grande nível. De uma enorme utilidade. Ronald Slay mostrou toda sua capacidade técnica na fase ofensiva do jogo. Um craque! Artur Castela, jovem da nossa formação, teve poucos minutos de utilização. Quanto a Cláudio Fonseca, tarda em mostrar porque é o melhor poste português! Devia ter mais minutos de jogo - é certo! - mas quando os tem não aproveita. Assim não! 

Agora é repetir tudo, outra vez!



sexta-feira, 19 de junho de 2015

No SL Benfica, meias-finais não chegam...

Como aqui referi, aquando da antevisão da época 2014/2015, a equipa de Andebol do SL Benfica não partia como favorita para a conquista dos títulos nacionais. Infelizmente, tal previsão veio a ser confirmada ao longo da época. No primeiro ano de uma nova estrutura directiva e técnica, ainda falta corrigir alguns aspectos para alcançarmos o topo desta modalidade. Já lá vamos...

Ficámos no quarto posto da primeira fase do Campeonato Nacional. Se Sporting e FC Porto cedo mostraram que se encontravam num patamar superior ao da nossa equipa, diante do ABC registamos desaires que não estavam dentro das expectativas. Nesses jogos de elevada dificuldade percebia-se que precisávamos de maior poder físico no sector defensivo e capacidade de remate na primeira linha, no ataque às balizas contrárias. 
A equipa foi evoluindo colectivamente e chegava aos Playoffs com o objectivo de criar uma surpresa e chegar à luta pelo título. Ultrapassámos, nos quartos-de-final, um Águas Santas aguerrido, com um boa exibição na Maia e uma actuação sofrida na Luz. Mais do mesmo. Os pupilos orientados por Mariano Ortega eram capazes de ir "do 8 para o 80" numa só partida ou eliminatória. 
Chegámos assim à meia-final da competição, tendo pela frente a formação que conquistou a hegemonia a nível nacional, o FC Porto. À melhor de cinco encontros, deslocámo-nos até ao Norte e demos muita luta aos azuis-e-brancos no Dragão Caixa. Porém, na fase decisiva das partidas, o colectivo portista comandado por Obradovic e Gilberto Duarte - atleta que faz toda a diferença - acabou por vencer com naturalidade. No Pavilhão da Luz realizámos uma exibição muito pobre e acabámos eliminados de forma totalmente merecida. Novamente um Benfica irregular nas actuações, porém infelizmente regular nos resultados finais desfavoráveis. 
A formação portista acabou por somar o seu sétimo título consecutivo numa final muito disputada contra o Sporting, decidida apenas no prolongamento da quinta partida. 

Na Taça de Portugal apurámo-nos, sem grandes dificuldades, para a "final four" da prova, após batermos opositores frágeis como Passos Manuel, Belenenses ou GC Santo Tirso. Em Loulé, o adversário na luta por um lugar na derradeira decisão da competição dava pelo nome de FC Porto. Nesse encontro, mostrámos novamente que podíamos discutir o jogo, contudo um tiro de meia distância de Gilberto Duarte a poucos segundos do fim garantiu a qualificação aos portistas que, por seu turno, viriam a sucumbir na final frente ao ABC. 

A Challenge Cup foi a competição europeia que disputámos nesta temporada. Trata-se daquela competição em que os clubes portugueses têm hipóteses de conseguir grandes voos. Os encarnados mostraram, eliminatória após eliminatória, que tínhamos boas possibilidades de vencer esta prova. Batemos, de forma brilhante, os noruegueses do FyllingenBergen. Nos oitavos-de-final, derrotámos, sem grandes problemas, os luxemburgueses do Dudelange. 
Diante dos polacos do Azoty-Pulawy realizámos uma das melhores actuações da época; fora de portas, construímos o caminho para as meias-finais. 
Em duelo frente aos romenos do Odorhei por um posto na final da competição, as águias realizaram um jogo em território alheio contra tudo e todos, perdendo por apenas dois golos e deixando tudo em aberto para a segunda mão, em Lisboa. 
Quando se esperava uma reviravolta, fizemos uma segunda parte terrível e vimos o adversário fazer a festa na nossa casa. Mais do mesmo. Não arranjem desculpas da arbitragem. Antes disso, mostrem qualidade e compromisso com o clube. 

Compromisso? A palavra-chave para falar sobre esta secção. Só deve estar cá quem quer jogar com toda a raça, querer e ambição envergando o Manto Sagrado. Chega de "vacas sagradas": Chega de perdedores. E aqui falo para Cláudio Pedroso e Dario Andrade. Dois internacionais portugueses que nunca mostraram todo o seu potencial na Luz. Demonstraram uma falta de compromisso gritante com o colectivo. São casos flagrantes! 
Podia-me debruçar também sobre Carlos Carneiro e José Costa. Mas aí os problemas são outros. Esses colocaram em campo toda a sua qualidade, mas o poder dentro da secção ou a instabilidade psicológica foram entraves ao sucesso do grupo. 

Pela positiva, a aposta verdadeira e séria na Formação. Aqui o mérito deve ser reconhecido, na sua plenitude, ao nosso técnico espanhol Mariano Ortega. Veja-se a evolução do pivot Paulo Moreno. Era isto que já se pedia há algum tempo. Apostar na juventude não é colocá-los em campo a dez minutos do fim quando os jogos já estão ganhos, mas antes dar oportunidades para eles mostrarem que podem ser importantes para o colectivo. Terem tempo de jogo útil para poderem evoluir ao longo de um ano. 
Relativamente ao trabalho do nosso treinador, chegar às meias-finais no Glorioso não chegam. É preciso muito mais! Espero que seja concluída a "limpeza" do balneário e que, a partir de agora, se acabem com as desculpas para construirmos o caminho para o sucesso. Com base na formação, mas também com atletas estrangeiros de inegável valia e com todos aqueles que querem ficar cá de alma e coração. O compromisso com o clube tem que ser TOTAL!


quarta-feira, 17 de junho de 2015

"Tristeza" Europeia não apaga Triplete inédito!!!

Histórica! Esta é a melhor palavra para definir a época da equipa de Voleibol do SL Benfica. A secção conseguiu conquistar o carinho e apoio dos adeptos, criando uma comunhão fantástica que - acredito - veio para ficar. Nunca me esquecerei daquele ambiente vivido na final europeia! Fantástico! Emocionante!

A época começou com a conquista na Supertaça, em Coimbra, diante de um aguerrido Castêlo da Maia pela margem máxima. Os encarnados não deram hipóteses ao seu adversário e iniciaram da melhor maneira uma temporada na qual queriam vencer tudo a nível nacional, pela primeira vez. 

A luta pelo Tri-Campeonato foi muito dura. Duas derrotas na primeira fase frente à Fonte Bastardo complicaram a tarefa e o nosso principal rival assegurou a "vantagem casa" para os Playoffs. 
Surgiu o Sporting de Espinho na discussão por um lugar na decisão do título. Provamos todo o favoritismo que nos era atribuído e, em três jogos, batemos este histórico da modalidade, assegurando presença na grande final. A Fonte Bastardo fez o mesmo contra o Atlântico da Madalena e tudo corria como era esperado desde o primeiro jogo do ano. As duas melhores equipas nacionais iam travar duelos intensos pelo grande objectivo da temporada. 
O "factor casa" foi prevalecendo nos quatro primeiros encontros do Playoff. Seria a "negra", disputada nos Açores, a decidir o vencedor do Campeonato nacional. Quando se esperava uma partida equilibrada, com muitos nervos à mistura, os comandados de José Jardim realizaram uma fantástica exibição, sem erros, batendo uma equipa fortíssima, dotada de uma orçamento semelhante ao nosso e que só deu mais brilho ao nosso triunfo. Como grande equipa que somos, provamos nos grandes momentos que estamos sempre à altura. Lindo!
Alcançamos a hegemonia desta modalidade. Mas a ambição não pára e só podemos pensar no Tetra. 

Ainda antes da conquista do Campeonato, o SL Benfica ergueu a 15ª Taça de Portugal do seu historial. Primeiro superou o Castêlo da Maia na Luz e, dessa forma, qualificou-se para a "final 8" da competição disputada em Santo Tirso. Nessa fase, o percurso foi tudo menos fácil. Apanhamos o V. Guimarães nos quartos-de-final e ganhamos por 3-0. Na meia-final da prova, esperáva-nos uma verdadeira final antecipada. Com mais uma actuação de luxo, as "águias" derrotaram uma grande Fonte Bastardo por 3-1, chegando assim à decisão do troféu. 
Na grande final, o histórico Sp. Espinho estava do outro lado da rede para nos impedir de continuarmos a fazer história. Felizmente, não tiveram sucesso nesse intento, pois a diferença de qualidade entre as duas equipas era enorme e a Taça foi mesmo para Lisboa. Brilhante! 

Eu sei que, desde o momento em que souberam que iam participar na Taça Challenge, os jogadores encarnados sentiram que podiam fazer um grande percurso europeu. Claro está que o objectivo era jogo-a-jogo, passo-a-passo, ir o mais longe possível nesta competição. Passamos automaticamente à terceira ronda em virtude da desistência do CV Andorra. 
Nos dezasseis avos de final enfrentamos o líder do campeonato sérvio, o Partizan de Belgrado. Nas duas mãos fomos claramente superiores e seguimos em frente na prova. Na fase seguinte, novo duelo luso diante da Fonte Bastardo. Na primeira mão estivemos a perder 0-2 na Luz, o nosso adversário dispôs de "bolas de jogo", porém aquela raça, querer e ambição de toda a secção propiciou uma incrível reviravolta (37-35) no terceiro set. Acabámos mesmo por ganhar o encontro pela margem mínima (3-2), o que deixava tudo em aberto para os Açores. A Fonte tinha algum favoritismo, mas, mais uma vez, nos momentos mais difíceis, apareceu um enorme Benfica que superou nova adversidade e bateu o rival pela margem máxima (3-0)!!! Estávamos nos quartos-de-final. 
Desta vez, encontrámos pela frente um emblema que tinha chegado à final da competição na época passada, os gregos do Ethnikos. Na Luz batemos este adversário de forma inapelável por claros 3-0. Em território grego previa-se grandes dificuldades, contudo os encarnados chegaram, viram e venceram sem receios por 3-2, dando mais uma demonstração de força colectiva e psicológica. 
Na meia-final da competição aparecia o grande favorito à conquista desta prova, o Ravenna de Itália. E aí vimos o melhor Benfica de sempre. Uma capacidade soberba a todos os níveis permitiu que superássemos este rival de grande valia e assegurássemos um lugar na grande final. Fabuloso! Extraordinário! 
Após termos superado a equipa que, em tese, era a de melhor valia, o sonho comandava a vida e acreditávamos que podíamos vencer a competição. O último obstáculo passava por vencer os sérvios do Novi Sad. Perdemos na casa do adversário por 3-1, mas todos sentimos que podíamos dar a volta no Pavilhão da Luz. Foi o único desaire em toda a competição. Impressionante!
Apoiados por um ambiente fantástico, as águias acusaram a pressão do momento e um adversário de grande qualidade conseguiu ganhar os dois primeiros sets. Fizeram logo ali a festa. Quando se podia pensar que os adeptos iam abandonar o pavilhão - afinal estava tudo decidido -, nada disso aconteceu. Um dos melhores ambientes que vivi na minha vida levou os nossos rapazes a uma vitória (3-2) que não chegou para a conquista do troféu europeu, mas mostrou ao Velho Continente a nossa valia e que, no próximo ano, vamos voltar com muita ambição. Uma carreira europeia à Benfica! Foi arrepiante assistir a tudo isto. Muito Obrigado!


Grande trabalho do Prof. José Jardim e restante equipa técnica. A sua competência, exigência e capacidade de liderança foram fundamentais para todo este êxito. Pela primeira vez na nossa história conquistamos um Tri-Campeonato e um Triplete. O grupo "remou" todo para o mesmo lado, demonstrando uma enorme união, capacidade de sacrifício e ambição. Nunca se cansam de ganhar. Um grupo de Campeões! 

Tivemos aquele que considero ser o melhor distribuidor que vi em Portugal, o brasileiro Vinhedo. A velocidade com que executa e a imprevisibilidade das suas acções são qualquer coisa de que me vou lembrar sempre. Na sua sombra - mas não menos importante - esteve Ricardo Perini. A sua humildade deixa-me sem palavras. Um jogador fundamental para o grupo. Muito Obrigado!
A formar o nosso muro central estiveram Honoré, Zelão e Kibinho. O tobaguenho é uma máquina. Um ataque soberbo com uma altura incrível. Zelão foi o jogador revelação da época. Fantástico! Que fantástica capacidade de bloco! Kibinho não esteve ao nível de outras épocas mas sempre que foi chamado cumpriu e acabou por ser importante para todas as conquistas. 
Na zona atacante, Flávio Cruz (que capacidade de remate!), André Lopes (que serviço e que coração à Benfica!) e Roberto Reis (que recepção!) foram peças-chave desta temporada histórica. Todos com características diferentes, mas complementaram-se em prol de um colectivo muito forte. O jovem João Oliveira tem muito a aprender com os seus colegas. A sua evolução tem sido significativa. 
E o que dizer do nosso libero Ivo Casas? A alma desta equipa. Começou a época de forma irregular, mas nos momentos decisivos esteve lá com uma recepção muito capaz, uma enorme capacidade na defesa baixa a empurrar os colegas para o sucesso. João Magalhães teve uma época azarada, marcada por várias lesões. 
Por fim, como oposto, o nosso capitão Hugo Gaspar. Decisivo! Pontos atrás de pontos fulcrais para cada triunfo. Sem nunca esquecer Ché que, quando foi chamado à quadra, nunca defraudou as expectativas. Muito Bem! 


terça-feira, 16 de junho de 2015

Vinte anos depois, eis a Dobradinha!!!

A temporada 2014/2015 nem começou da melhor forma para a equipa de Hóquei em Patins do SL Benfica. A derrota dolorosa diante do Valongo, na Supertaça, trouxe alguns "fantasmas" do passado e dúvidas sobre a valia de um plantel que era considerado, em tese, o melhor de Portugal. No entanto, a secção encarnada percebeu e assumiu os erros cometidos naquela partida e manteve um único pensamento na sua mente: a vitória no Campeonato. 

Em relação ao grande objectivo da época - o nacional da 1ª Divisão -, os comandados de Pedro Nunes entraram a vencer no derby diante do Sporting. Não fizeram uma grande exibição, mas o mais importante foi conseguido - a conquista dos três pontos. O genial Carlos Nicolia começou logo aí a mostrar toda a sua qualidade e a fazer a diferença que todos os benfiquistas esperavam. Seguiram-se triunfos expectáveis frente a equipas do meio/fim da tabela classificativa. Na quarta jornada, teve lugar uma deslocação até Barcelos para enfrentar um Óquei local muito aguerrido, que a jogar no seu pavilhão era um adversário ainda mais complicado. Surgiu o primeiro percalço - que viria a ser o único - ilustrado num empate aquando do apito final, o qual se justifica com muitas falhas de concentração dos encarnados, indissociáveis dos muitos problemas verificados fora do ringue. 
A partir desse momento, o Benfica entrou numa sucessão de vitórias até à última ronda do Campeonato. Fomos ao sempre complicado terreno da Juventude de Viana arrancar uma vitória muito sofrida e, na jornada seguinte, mostramos porque éramos a melhor equipa nacional ao infligirmos uma humilhante derrota ao nosso principal rival, em pleno Dragão Caixa, por 3-7. Nesta fase, a luta era só a dois, pois a Oliveirense enfrentou muitas convulsões internas e Vítor Fortunato acabou despedido. 
Depois desse brilhante triunfo diante do FC Porto, acabamos por golear (10-0) o campeão nacional 2013-2014, a AD Valongo. Estávamos num grande momento de forma!
Já no início da segunda volta, nova goleada, desta feita na casa alugada do Sporting, por sete bolas a zero. Uma enorme superioridade demonstrada pelas águias. Tivemos muitas dificuldades em bater o OC Barcelos na Luz, mas surgiu novamente Nicolia para resolver as contas a nosso favor. 
Naquela que era a deslocação mais complicada da fase final da temporada, os encarnados superaram uma Oliveirense no seu melhor momento da época - vitória por 5-8 - num embate impróprio para cardíacos. Ali senti que tínhamos dado o passo necessário em direcção ao ceptro nacional. 
Entretanto, o FC Porto não perdia pontos e seria o Clássico a definir o vencedor do título nacional. O SL Benfica tinha mais três pontos que o seu grande rival, quando faltavam três jornadas para o fim. Com um Pavilhão Fidelidade a rebentar pelas costuras (que bonito foi voltar a sentir a aproximação dos nossos adeptos à modalidade!), as águias deram uma recital de hóquei ao superarem os portistas, de forma inapelável, por 5-1. O Campeão Voltou! Um Campeão invicto (25 vitórias e 1 empate), com o melhor ataque (175 golos) e a melhor defesa (55 golos). Limpinho!

Na Taça de Portugal o objectivo passava pela revalidação do troféu. Derrubamos emblemas de divisões inferiores sem grande dificuldade até à "final four" da prova. Aí, mais uma vez, tivemos pela frente um OC Barcelos muito "chato" que nos complicou - e muito! - a tarefa. Ainda assim acabamos por vencer aquele opositor por uns sofridos 3-2. Para a decisão da "prova-rainha" estava marcado um derby. Diante de um conjunto onde Girão é mais de meia equipa, o SL Benfica impôs toda a sua qualidade, vencendo com toda a naturalidade um Sporting chorão e sem respeito pelo adversário. Estava conquistada a "dobradinha", 20 anos depois. Histórico! 

A Liga Europeia é o sonho de todos os Benfiquistas nesta modalidade. Sabemos que estamos entre as cinco melhores equipas do continente europeu. Como tal, a meta a alcançar nesta prova passava por chegar à fase final da competição. Passamos com naturalidade a fase de grupos no segundo lugar, atrás do super FC Barcelona. Nos quartos-de-final, a duas mãos, tínhamos pela frente o FC Porto. A primeira mão realizou-se na Luz. Tivemos o "pássaro na mão" (3-1) e deixámo-lo fugir nos instantes finais (3-3). Aquele golo portista a poucos segundos do apito final acabou por decidir a eliminatória. Fomos ao Dragão Caixa sem qualquer receio. Nesse recinto, Hélder Nunes decidiu a contenda na bola parada. O pouco tempo de utilização de Nicolia (lesão na cabeça) foi importante para o desfecho do encontro a favor do conjunto azul e branco (3-2). Fica um sentimento de desilusão, pois sentimos que éramos melhores e devíamos estar na luta pelo troféu. O FC Barcelona acabou por provar todo o seu favoritismo e venceu novamente esta competição. É, de facto, a melhor equipa do Mundo. Nós estamos cada vez mais perto do seu nível. 

Uma palavra para o técnico Pedro Nunes. Em dois anos conquistou um Campeonato Nacional, duas Taças de Portugal, uma Taça Continental e uma Taça Intercontinental. Recuperámos a liderança nacional da modalidade. Mas o mais difícil não é lá chegar, é continuar no topo. Bem sei que tem às suas ordens um conjunto de jogadores de muita qualidade, mas o seu mérito não é questionável. A sua exigência é enorme, "à Benfica". Os atletas acreditam naquilo que ele diz e a equipa pratica um hóquei de grande qualidade, com muita intensidade e velocidade. 

Trabal foi fundamental para o sucesso encarnado, revelando-se um "muro" na baliza. O futuro das nossas redes está bem entregue ao jovem Pedro Henriques. 
A capitanear este plantel está o senhor Valter Neves. Um líder. O "senhor Shéu" dos pavilhões. O equilíbrio e a consistência de toda a equipa. No sector defensivo tivemos um Diogo Rafael com características únicas em Portugal. Com uma mudança de velocidade única, uma técnica fantástica, capaz de desequilibrar qualquer adversário. Necessita apenas de ter maior controlo na sua forma de jogar. Perceber o que fazer em todos os momentos do jogo. O argentino Tuco acabou por se revelar decisivo no embate do título, mas esteve aquém das expectativas. Por outro lado, Tiago Rafael cumpriu aquilo que lhe era pedido. Seguro no processo defensivo. É também com este tipo de jogadores que se fazem plantéis de campeões. 
No ataque, Carlos Nicolia acabou por ser decisivo. Vale o bilhete. A forma como desequilibra os adversários, como assiste os companheiros, como faz magia sobre patins é genial! A seu lado, o também internacional argentino Carlos López, com toda a sua experiência e classe, foi uma peça chave na caminhada do título. Muito Obrigado! Já o jovem Miguel Rocha teve pouco tempo de utilização. Tem que entender que está no Benfica onde a exigência é máxima e não se coaduna com intensidade baixa. Para o fim, o melhor marcador da equipa João Rodrigues. O "Inzaghi" dos Patins. Um matador! 


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Porque o SL Benfica não é só Futebol...

O Campeão voltou! A equipa de Futsal do SL Benfica sagrou-se, este Domingo, Campeã Nacional da modalidade, depois de ter vencido os dois jogos realizados na casa emprestada do nosso eterno rival Sporting CP.

Depois de uma vitória para cada lado no Pavilhão da Luz, a final mudou-se para o pavilhão alugado pelos leões, em Odivelas. Sabia-se que seria Cristiano, o terceiro guarda-redes encarnado, a defender as nossas redes, em virtude das expulsões de Juanjo e Bebé no jogo 2, mas, ainda assim, estava tudo em aberto na decisão do título. E foram mesmo os encarnados quem voltaram a ficar de novo na frente do playoff, após terem derrotado o conjunto leonino por três bolas a uma, no terceiro encontro desta série. 
As águias entraram melhor na quadra e deixaram logo um aviso no primeiro minuto do encontro, com Gonçalo Alves a rematar de fora da área para defesa apertada de André Sousa. Na recarga, Bruno Coelho errou o alvo, já com o guarda-redes contrário batido. 
A coroar a supremacia benfiquista, os pupilos de Joel Rocha inauguraram o marcador à passagem do minuto 5, aproveitando uma má reposição lateral do Sporting. Alan Brandi recuperou a bola, disparou para um contra-ataque de 2xGR, o qual foi concluído com sucesso por Bruno Coelho ao segundo poste. 
Contra a corrente do jogo, os homens da casa restabeleceram a igualdade, através de um disparo de pé direito, forte e colocado, de Pedro Cary que fez entrar a bola junto ao poste direito. 
O empate viria a ser desfeito pouco tempo depois com Rafael Henmi a aparecer sozinho no meio da área verde e branca para finalizar um canto apontado por Chaguinha. Estava reposta a justiça no marcador. 
Nos últimos minutos da primeira parte e com o Benfica a somar cinco faltas, o Sporting tentou chegar novamente ao golo. Porém tinha pela frente uma formação muito unida, solidária e concentrada em não deixar o adversário criar perigo junto da sua baliza. Que fantástica coesão defensiva!
Chegámos ao descanso com os encarnados na frente do marcador com todo o merecimento, pois foram a equipa mais inteligente a todos os níveis diante de um Sporting muito dependente dos desequilíbrios provocados por Diogo ou Alex. 
Na etapa complementar, o Benfica continuou com o controlo do jogo frente a uns leões sem soluções para chegar à nossa área com perigo. Não restou outra solução ao técnico Nuno Dias se não apostar na situação de "5 para 4" nos últimos cinco minutos de jogo. Neste período, o destaque vai para o jovem Cristiano que, para além de ter protagonizado boas intervenções, ainda fez a assistência para o golo da confirmação do triunfo encarnado, apontado pelo internacional italiano Alessandro Patias. 
Triunfo justíssimo da melhor equipa em campo. Mais uma vez, o Benfica mostrou que a sua força é o colectivo. Ficamos a uma vitória do título. O Sporting ia disputar o jogo 4 (ainda) mais pressionado. 

No dia seguinte, com Juanjo de regresso à baliza, os encarnados sagraram-se os novos Campeões Nacionais, fechando a eliminatória com um total de 3-1 em jogos a seu favor. Foi um grande espectáculo de futsal. Um hino à modalidade!
Entre a "espada e a parede", o Sporting apareceu disposto a levar a decisão para a "negra", pressionando as águias com enorme intensidade. Na sequência de um raro erro na transição ofensiva por parte do Benfica, Diogo aproveitou e à terceira tentativa colocou os leões na frente do resultado. 
Nesta partida, os dois emblemas tiveram uma abordagem menos táctica e mais ofensiva, o que permitiu um jogo muito vivo de grandes emoções. O capitão Gonçalo Alves esteve perto do empate, porém, mesmo sem André Sousa na baliza, atirou ao lado. Volvidos poucos instantes, Marcelinho acertou no poste e, na resposta, o remate de Patias teve o mesmo destino. Que jogo electrizante! O Benfica não podia contar com o seu "motor" Chaguinha e o pivot Alan Brandi, devido a lesão. O intervalo chegou sem que o placar registasse alguma alteração. 
À semelhança da primeira metade, o Sporting voltou a entrar forte na quadra e, na sequência de um livre batido por Diogo, Caio Japa aumentou a vantagem leonina. A tarefa das águias ficada ainda mais complicada. Todavia, felizmente uma das grandes virtudes do nosso colectivo é a sua capacidade de luta. Nunca se deixam entregar!
Fomos atrás do prejuízo e não demorámos muito a reduzir a desvantagem. Após uma recuperação de Bruno Coelho, este assistiu o brasileiro Xande que atirou cruzado e bateu André Sousa, pela primeira vez.  
Nesta fase, o Sporting estava com a iniciativa do jogo e Marcelinho acertou por duas vezes nos postes. A incerteza do resultado mantinha-se para os derradeiros minutos do encontro. 
Quando faltavam 4 minutos para o apito final, Djô derrubou Ré numa situação que devia ter resultado na exibição do cartão vermelho ao jogador leonino. Na cobrança da bola parada, Patias executou um remate "bombástico" e adiou a decisão deste embate para o prolongamento. 
No entanto nada ficou resolvido no tempo extra. Nos primeiros cinco minutos, o Sporting foi superior, com Fábio Aguiar e Miguel Ângelo a rematar aos postes da baliza defendida por Juanjo. Já na segunda parte do prolongamento, os encarnados estiveram mais perto do golo, contudo André Sousa impediu uma grande oportunidade de Ré. Tudo adiado para as grandes penalidades: série de três penalties para encontrar o vencedor.
Djô falhou o primeiro penalty e Patias colocou as águias na frente. Seguiu-se Diogo que marcou para os leões; na resposta, Bruno Coelho não desperdiçou, exibindo enorme classe na execução. Fábio Aguiar marcou a terceira grande penalidade dos leões; com a decisão nos pés, Xande atirou para a defesa de André Sousa. Os árbitros mandaram repetir - e muito bem - a marcação da grande penalidade, pois o guarda-redes leonino adiantou-se muito em relação à linha de golo. Na repetição, Xande rematou e o guarda-redes do Sporting defendeu novamente para além das regras. Só que, desta feita, os árbitros nada assinalam. Fomos para o "mata-mata".
Fábio Lima assumiu a execução da quarta grande penalidade e Juanjo defendeu. Jefferson tinha nos pés a decisão do título. Após nova repetição - André Sousa voltou a adiantar-se para além da linha de baliza - o ex-atleta do Póvoa Futsal acabou por marcar e garantir a festa merecida para todos os Benfiquistas. 

Sem frases, sem choradeiras, sem comunicados, provámos que fomos a melhor equipa nacional ao longo de toda a temporada. Comandados por um grande líder, as águias conquistaram o sétimo título da sua história, acabando por fazer a dobradinha. Fantástico! 

Parabéns a todos o staff directivo, direcção técnica e jogadores por termos voltado ao sucesso! Este colectivo faz jus ao lema: De todos, um. O Benfica! 

Resultado Final do Jogo 3 da Final dos Playoffs

Sporting 1-3 SL BENFICA (1-2)

Resultado Final do Jogo 4 da Final dos Playoffs

Sporting 4-5 SL BENFICA (1-3) (Após grandes penalidades)